domingo

Peter Pan sem Sininho não é Peter Pan


De tanto me quereres proteger que te estas a tornar na pessoa que mais mal me está a fazer. Isto não era suposto, nada disto era suposto. Já nem paz no céu estou a conseguir desenhar e a culpa disto tudo é tua. Mesmo assim, continuo a não querer ver uma despedida, uma partida com o meu coração nas tuas mãos, enquanto meu peito e minha alma se desmorona como um frágil castelo de cartas. A verdade? É sobretudo esse silêncio, que aqui triste pareces abandonar e mesmo que não saibas ainda por ti sinto, aqui espero insistente como completas o meu coração e dele depressa fizeste a tua casa. Que se agora partires nele ficará tudo de ti, todos os sonhos, todas as conquistas, esperanças, todo o amor que tu mesmo começaste a dar cor. Agora e depois, a todo o momento desesperadamente guardo tudo aquilo que ainda te tenho a dizer, é tanto, mas tão pouco para o que sinto. Aprendi a desvendar-te com um coração aflito, com a alma inquieta, mas as lágrimas que ainda derramaste mostram que o sentimento existe e no fundo, tanto tu como eu sabemos disso. Mas terás de fazer tudo de novo, desde o nosso primeiro passo ... valerá a pena, cravamos uma esperança até então que valeria sempre a pena. Voltaremos a este tanto que se resume a nada, a esse nada que no fundo me entrego, no frio dos dias, na solidão das noites que te guardo em silêncio desde a tua chegada na minha vida, como se tudo fosse agora.